Alef - Salvador/BA
Pomessa de que o Reggae nunca vai morrer, veja esse moleque tirando um som na bateria:
Pomessa de que o Reggae nunca vai morrer, veja esse moleque tirando um som na bateria:
Miller morreu em 1980, pouco depois de ter visitado o Brasil ao lado de Bob Marley. Ele tentava dirigir e chupar cana ao mesmo tempo (sério!) quando o carro que dirigia bateu num poste e o vocalista quebrou o pescoço. Depois da morte de Miller, o Inner nunca mais foi o mesmo.
Em julho de 1977 Marley descobriu uma ferida no dedão de seu pé direito, que ele pensou ter sofrido durante uma partida de futebol. A ferida não cicatrizou, e sua unha posteriormente caiu enquanto ele jogava futebol. Foi então que o diagnóstico correto foi feito. Marley na verdade sofria de uma espécie de câncer de pele, chamado melanoma maligno, que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos o aconselharam a ter o dedo amputado, mas Marley recusou-se devido aos princípios rastafaris que diziam que os médicos são homens que enganam os ingênuos, fingindo ter o poder de curar. Ele também estava preocupado com o impacto da operação em sua dança; a amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que se encontrava no auge. Marley então passou por uma cirurgia para tentar extirpar as células cancerígenas. A doença foi mantida em segredo do grande público.
O câncer espalhou-se para seu cérebro, pulmão e estômago. Durante uma turnê no verão de 1980, numa tentativa de se consolidar no mercado norte-americano, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park de Nova Iorque. Isso aconteceu depois de uma série de shows na Inglaterra e no Madison Square Garden, mas a doença o impediu de continuar com a grande turnê agendada. Marley procurou ajuda, e decidiu ir para Munique para tratar-se com o controverso especialista Josef Issels por vários meses, não obtendo resultados.
Um mês antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a "Ordem ao Mérito" jamaicana. Ele queria passar seus últimos dias em sua terra natal, mas a doença se agravou durante o vôo de volta da Alemanha e Marley teve de ser internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos. Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da religião Ortodoxa da Etiópia e do Rastafari. Ele foi enterrado em uma tumba em Nine Miles, perto de sua cidade natal.
Em 1978, Hugh Mundell grava o "Africa Must Be Free By 1983", estabelecendo rapidamente seu nome como uma estrela do Roots Reggae em ascendência. O álbum "Blackman’s Foundation" é outro destaque não só em sua carreira mas também na história do Reggae. Em 1983, aliás o mesmo ano escolhido para a emancipação da Africa, ele foi baleado e morto aos 21 anos sentado sobre um carro com Junior Reid, após uma discussão sobre um refrigerador.
Tudo começou em finais dos anos 60 quando a um pacato jovem que vivia nas ruas de Kingston (Jamaica) lhe foi oferecida uma flauta de teclas (Melodica) que geralmente era usada somente nas aulas de música nas escolas. Horace Swaby aka Augustus Pablo é o seu nome, a primeira gravação surgiu em 1970 quando foi lançado o single "Iggy Iggy" usando pela primeira vez numa canção gravada em estúdio a Melódica como instrumento base, este single foi gravado nos estúdios Randy’s 17, Jamaica, produzido por Herman Chin-Loy. A partir desse momento foram construídas inúmeras harmoniosas melodias para vários produtores, Derrick Harriot, etc, estava assim criado o denominado som "Far East". Notáveis canções como "East of River Nile", "Java", "Pretty Baby", "Skanking Easy" utilizando a base original do ritmo "Swing Easy" tocada originalmente pelos Soul Vendors no famoso Studio One, etc. Depois destes e outros sucessos Pablo começou a brilhante carreira de produtor desenvolvendo um estilo próprio, já referido, "Far Eastern Style" tornando-se tão popular como o estilo original de Clement Dodd (Studio One) ou Lee Perry (Black Ark) sem colocar de lado a sua criatividade e originalidade. É no momento em que se torna produtor que King Tubby’s ("Inventor do Dub") se associa a Pablo misturando as suas produções, desta associação surge em 1976 um "MARCO" na História da Música Reggae, o LP "King Tubby Meets The Rockers Uptown". Sem dúvida uma das mais reconhecidas características e poderei dizer vantagens de Pablo, foi o facto de ter dado a oportunidade de gravar a cantores bastante jovens e completamente desconhecidos, foi o caso de Hugh Mundell (com apenas 13 anos gravou o LP "Africa Must Be Free By The Year of 1983"), Delroy Williams, Tetrack, até Dillinger gravou para Pablo (Dillinger ficou internacionalmente conhecido pela canção "Cokaine In My Brain" produzida por Jojo Hookin) e ainda Jacob Miller. Sem dúvida que até ao final da década de 70, o "Far Eastern Style" foi um dos sons que dominou a ilha da Jamaica. Nos anos 80 sucessos de Pablo, sobretudo pelas produções com os artistas Junior Delgado e Johnny Osbourne.
Augustus Pablo faleceu mas irá sempre ser lembrado pelo enorme contributo que deu à Música Popular da Jamaica ao longo de cerca de 29 anos de carreira...
Morre aos 54 anos o músico Itamar Assunpção, vítima de câncer no intestino, ele estava em casa, em São Paulo.
O músico tinha a doença havia quatro anos e fazia tratamento no Hospital do Câncer, mas optou por se tratar em casa. Segundo amigos, sentia-se fraco por causa dos efeitos da quimioterapia. Itamar Assumpção nasceu Francisco José Itamar de Assumpção, em Tietê, interior de São Paulo, em 13 de setembro de 1949. Ele deixa mulher e duas filhas, Anelis, 23, e Serena, 26, que são cantoras.
Ele gravou seu primeiro disco em 1980, misturando reggae, samba, rock e funk. No total, foram sete álbuns. O álbum "PretoBrás", lançado em 1998, foi último trabalho do músico. Itamar Assumpção, que estava sem gravadora, preparava um CD independente e um livro. O corpo do músico será enterrado nesta sexta-feira no Cemitério Jardim das Colinas, em São Bernardo do Campo.
Um dos mais importantes pioneiros da indústria da Música Jamaicana faleceu no último dia 20 de Setembro de 2003.
O seu espírito empreendedor deu origem à indústria de Gravações e produção de discos em Kingston. Khouri começou com uma máquina de gravação de segunda mão comprada em Miami. Posteriormente foi fundada por ele a Federal Records, que foi vendida para o ainda nem tão famoso Bob Marley, que mais tarde a transformou no selo "Tuff Gong International".
Em 2001 ele foi uma das 25 pessoas premiadas do Centro de Desenvolvimento de Artes e Cultura do Caribe. Ele também recebeu recentemente uma medalha pela sua contribuição na música, mas infelizmente faleceu antes de poder recebê-la.
Ken Khouri tinha 86 anos de idade.
Barry Brown caiu de uma escada quando fazia uma reforma em sua residênsia no dia 14 de março; ele vinha batalhando a bastante tempo com problemas de saúde, os quais o deixaram muito fraco. Testemunhas que estavam no estúdio “Sone Waves”, na Jamaica disseram que o cantor caiu e bateu a cabeça, falecendo logo depois.
Barry Brown foi um grande ídolo da década de 70, e gravou diversos hits como “Coo Pon Your Corner”, “Far East”, entre outros. Juntamente com artistas como Leroy Smart, Inner Circle foi um dos precursores do estilo “Rockers Reggae”.
O guitarrista da banda de reggae Natiruts, Tonho Gebara, faleceu no dia 29 de fevereiro de 2005 vítima de um ataque cardíaco. Ele já estava doente, mas apresentava sinais de melhora quando a notícia pegou a todos de surpresa. Kiko, ex-guitarrista da banda, até assumiu seu lugar enquanto aguardava a melhora do amigo. Tonho Gebara era mais conhecido por ser o atual guitarrista da banda Natiruts.
Gebara foi indicado por Kiko para assumir o posto de guitarrista porque estava seguindo rumo à carreira solo. Tocando guitarra desde cedo, Tonho foi chamado para fazer parte de alguns outros grupos, cada um com um estilo diferente. Passou pelo rock, pelo jazz, e no reggae tocou nas bandas Medusas Dread, com o irmão Tandi, e Tafari Roots. Mas o trabalho de Tonho não se restringe aos arranjos, ele é responsável também por várias das letras dos grupos por onde passou, inclusive "Bob Falou", uma das músicas mais conhecidas do Natiruts.
Se aventurou gravando um cd solo chamado "Impar", onde foi além. "Impar", pode até ser chamado de uma colcha de retalhos, afinal as influências do guitarrista eram muitas, é só vermos os trabalhos anteriores. Mas no lugar de ser um trabalho inconsistente, mostra que os retalhos foram "bem costurados", pois acabou funcionando como uma radiografia da encruzilhada que a nossa MPB vivia no momento.
As letras de Tonho tratavam do cotidiano, principalmente falando de relacionamentos, dos problemas da transição entre a juventude a idade adulta, de amores perdidos, amizade, lealdade e morte. Mas o que chamava a atenção era o formato das canções. Segundo Tonho, a idéia original era fazer músicas apenas com compassos impares, 7/8, 3/4 etc. algo um tanto incomum no pop brasileiro, mas a idéia foi se diluindo quando outras composições, estas em compassos mais comuns, acabaram se destacando como boas músicas.
Os últimos meses não tem sido muito bons para o Reggae. Em um curto espaço de tempo, faleceram alguns dos mais importantes expoentes do ritmo, como Justin Hinds recentemente. O último dia 12 de abril de 2005 foi marcado por mais uma má notícia, o falecimento de Junior Delgado, grande artista que se destacou bastante na década de 70 - época de ouro do Reggae Jamaicano.
Junior era bastante respeitado e querido por outros artistas, como Dennis Brown e lançou algumas das obras mais cruciais do Reggae de todos os tempos, como "Return to Umoja". Delgado faleceu enquanto dormia e deixou uma imensa legião de fãs pelo mundo.
O astro Justin Hinds faleceu na madrugada do dia 17 de março de 2005, vítima de um câncer recém diagnosticado. Ele começou sua carreira como cantor de Ska na década de 60 gravando vários sucessos como "Carry Go Bring Come" para o produtor Duke Reid (Treasure Isle). Gravou também para Chris Blackwell (Island/Mango) na decada de 70 e por último para o selo Nighthawk.
Ultimamente, Justin Hinds estava morando em Paris fazendo shows com a "The Jamaica All Stars", juntamente com grandes músicos jamaicanos como Johnny Dizzy Moore, Noel Simms, Sparrow Martin... inclusive no dvd "PORTRAIT OF JAMAICAN MUSIC" você pode conferir a performance do Justin Hinds com a "The Jamaican All Stars". Justin Hinds já veio para o Brasil na primeira edição do "Maranhão Roots Reggae Festival 2001", e junto com a Fully Fullywood Band, fez um grande show. Seu filho ainda gravou uma participação especial no dvd da Tribo de Jah.
O cantor de Reggae Ruddy Thomas faleceu no último dia 10 de Junho, vítima de um colapso repentino em pleno show. Ruddy, cantor da fase de ouro do Reggae Jamaicano, tendo produzido artistas como Yellowman, estava a participar do famoso concurso de melhor música em Port Antonio - Jamaica. O artista tinha 49 anos e deixou obras muito significativas para o Reggae, como os álbums "When I’ve Got You" e "Reggae By Ruddy Thomas".
O Reggae mundial teve no dia 19 de agosto de 2006 mais uma perda. Estamos falando de Joseph Hill, um dos membros fundadores do brilhante grupo Jamaicano "Culture". O trio vocal formado nos anos 70, década de ouro do reggae, já lançou mais de 28 álbums, os quais sem exceção podem ser considerados como excelentes por qualquer fã do ritmo. Joseph e sua banda estavam em uma turnê pela Europa, onde o artista repentinamente ficou doente, falecendo na Alemanha.
O Culture é um trio vocal, formado por Telford Nelson, Albert Walker e agora por Kenyatta, filho de Joseph Hill que promete
dar continuidade ao trabalho começado pelo pai e seus companheiros com grande mérito. A banda irá participar do Tributo a Peter Tosh em Salvador/BA no próximo dia 2 de setembro, onde inclusive será gravado um DVD. Os integrantes decidiram não cancelar a apresentação por causa do ocorrido e prometem fazer não só um tributo a Peter Tosh, mas também ao grande Joseph Hill.
Infelizmente o talentoso e carismático Joseph Hill não poderá comparecer, mas sem dúvida serão momentos marcantes para os fãs do Reggae, que poderão conferir mais uma vez um dos maiores grupos do ritmo de todos os tempos e prestar uma homenagem a ele na gravação do DVD.
O jamaicano de 64 anos, mais conhecido pelo sucesso "Israelites", de 1969, morreu em sua casa, em Surrey, perto de Londres. Segundo o empresário, o músico parecia estar bem quando os dois se encontraram, na véspera. "É um choque. Acho que jamais vamos superar isso", disse ele, acrescentando que Dekker abriu o caminho para estrelas como Bob Marley. "Acredite ou não, Desmond foi a primeira lenda. Quando ele lançou "Israelites", ninguém nunca tinha ouvido falar de Bob Marley - ele abriu o caminho para todos eles". O músico era desquitado e deixa um casal de filhos.
Dekker nasceu em 1941 em Kingston, na Jamaica, e começou sua vida trabalhando como soldador, antes de virar cantor em tempo integral. Ele se mudou para a Grã-Bretanha nos anos 70, antes de gravar o sucesso "You Can Get If You Really Want", de Jimmy Cliff. A popularidade do músico diminuiu no fim dos anos 70 e começo dos 80, e Dekker foi declarado falido em 1984. Mas uma nova versão de "Israelites", lançada em 1990 e usada em comerciais de TV, aumentaram a popularidade do cantor.
Brent Dowe, Jamaicano de 59 anos e vocalista do trio Melodians por mais de 40 anos, faleceu no último dia 29 de janeiro de um ataque no coração. Durante o velório de Brent, a sua filha Kimberley Dowe e os remanescentes Tony Brevett e Trevor McNaughton do trio vocal "The Melodians" cantaram algumas músicas emocionados com a partida do cantor.
O grupo The Melodians, na atividade desde a era do Rocksteady, década de 60 emplacou diversos sucessos, como "Rivers of Babylon" que chegou a ser trilha sonora de diversos filmes americanos e pela África. O trio gravou com os melhores músicos da Jamaica e produziu diversos álbums importantes para o Rocksteady e Reggae. Estiveram presentes no velório de Brent Dowe alguns amigos do mundo da música como John Holt, Derrick Harriot, Tony Tuff, Pam Hal, King Jammy e Bunny Lee
Geraldo Carvalho
era internacionalmente conhecido como o cara que fazia o link com as maiores feras do reggae mundial para tocarem no Brasil, e foi assim que ele colocou nosso país na rota desses astros. Mas sua participação no reggae não pára por aí, ele fundou um programa de reggae em uma rádio da cidade onde morava, Curitiba, além de ser um dos maiores colecionadores de reggae do país. Ele considerava seu melhor momento no reggae quando conheceu a mãe de Bob Marley, Sra Cedella Marley, em 1998. E com ela tinha uma foto guardada com muito carinho como a grande relíquia de sua coleção.Como artista de reggae, o seu favorito era Peter Tosh, e não era difícil ve-lo com uma camiseta do mesmo.
Há algum tempo tinha como projeto lançar um site pessoal para contar suas melhores histórias com toda sua experiência, e expor lá algumas peças de sua coleção para os admiradores do reggae, porém não conseguiu lançar esse site em vida.
Geraldo morreu aos 50 anos, por problemas de saúde, no dia 31 de Julho de 2006, comemorou seu último aniversário junto com a banda Leões de Israel durante o Rebel Salute na Jamaica.
Em sua carreira ele trabalhou com artistas como: Joe Higgs, Black Uhuru, Gladiators, Steel Pulse, Maxi Priest, Big Montain, Yellowman, Andrew Tosh, The Wailers Band, Israel Vibration, Alpha Blondy, Pato Banton, Inner Circle, Ziggy Marley, Lucky Dube, Fully Fullwood Band, Sylvia Tella, U-Roy, Justin Hinds, Clinton Fearon, The Itals, Calton Coffie, Papa Winnie, Culture, Julian Marley, entre muitos outros.
O cantor Jamaicano Stanley Beckford, grande difusor do reggae na sua mistura caribenha com mento faleceu na última semana, dia 31 de março, em sua casa na Jamaica. Stanley ficou muito conhecido no Brasil, principalmente nos estados da Bahia e Maranhão, onde fez dezenas de shows, tendo inclusive gravado um CD "Ao Vivo". O artista tinha 65 anos e era muito conhecido pela sua irreverência no palco.
Alguns dos trabalhos mais conhecidos dele são com o nome de The Starlights no álbum "Soldering", além de "Stanley & The Turbines" com álbums como "Africa", "Big Bamboo" e o lançado no Maranhão "Wanted Man". Seus maiores sucessos foram as músicas "Donkey Man", "Queen of Sheeba" e "Oh Jah Jah", música na mesma linha de "Hello Carol" do The Gladiators. Stanley vinha lutando a algum tempo contra um câncer na garganta e faleceu nos braços da sua esposa em casa, poucos dias depois de completar 65 anos de idade. Foi sem dúvida uma grande perda para o nosso meio, mas a sua música e obra ficará para sempre.
Tyrone Taylor, cantor jamaicano considerado autor de um dos maiores clássicos do Reggae - "Cottage in Negril" (1983), faleceu no último dia 1º de dezembro de 2007 em Kingston, capital da Jamaica. Taylor que já estava com problemas de saúde, tendo sofrido dois enfartes nos últimos anos, faleceu aos 50 anos de câncer na próstata. O artista começou a carreira na década de 70 onde gravou diversos singles.
No entanto o seu maior êxito foi alcançado em 1983 com o álbum supra citado “Cottage in Negril”, que tem a sua música título até hoje inserida em coletâneas com o melhor do Reggae Jamaicano. Nos últimos anos Tyrone estava tentando voltar à mídia, tendo participado recentemente do festival "Rebel Salute", um dos mais renomados na Jamaica.

Um dos grandes ícones do Reggae mundial é, sem dúvida, Bob Marley
Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley, nasceu em 6 de fevereiro de 1945 no interior da Jamaica - Sta. Ann, filho de Norval Marley, um militar branco inglês e Cedella Booker, uma adolescente negra vinda do norte do país. Cedella e Norval estavam de casamento marcado para 9 de julho de 1944,no dia seguinte do seu casamento Norval deixa sua mulher. Norval dava apoio financeiro para sua mulher e filho, mas raramente os via, pois estava constantemente viajando. Após a morte de Norval em 1955, Marley e sua mãe se mudaram para um bairro pobre de Kingston, onde Marley era provocado pelos negros locais por ser mulato e por sua baixa estatura (1,63 m).
Marley começou suas experimentações musicais com o ska e passou aos poucos para o reggae enquanto o estilo se desenvolvia. Marley é talvez mais conhecido pelo seu trabalho com o grupo de reggae The Wailers, que incluía outros dois célebres músicos, Bunny Wailer e Peter Tosh. Livingstone e Tosh posteriormente deixariam o grupo para iniciarem uma bem-sucedida carreira solo.
A maioria do trabalho inicial de Marley foi produzida por Coxsone Dodd no Studio One. O relacionamento dos dois se deterioraria mais tarde devido a pressões financeiras, e no começo da década de 1970 ele produziu o que é considerado por muitos o seu melhor trabalho, então pelas mãos de Lee Perry. A dupla também se separaria, desta vez por problemas com direitos autorais. Eles trabalhariam juntos novamente em Londres, e permaneceriam amigos até a morte de Marley.
O trabalho de Bob Marley foi amplamente responsável pela aceitação cultural da música reggae fora da Jamaica. Ele assinou com o selo Island Records de Chris Blackwell em 1971, na época uma gravadora bem influente e inovadora. Foi ali, com "No Woman, No Cry" em 1975, que ele ganhou fama internacional.
Morte:
Um mês antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a "Ordem ao Mérito" jamaicana. Ele queria passar seus últimos dias em sua terra natal, mas a doença se agravou durante o vôo de volta da Alemanha e Marley teve de ser internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos. Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da religião Ortodoxa da Etiópia e do Rastafari. Ele foi enterrado em uma tumba em Nine Miles, perto de sua cidade natal.
Discografia:
Judge Not (1961) (compacto)
Simmer Down (1964) (compacto)
Catch a Fire (1973)
African Herbsman (1973)
Burnin' (1973)
Natty Dread (1974)
Live! (1975) - gravado no The Lyceum theatre, Londres
Rastaman Vibration (1976)
Exodus (1977)
Kaya (1978)
Babylon by Bus (1978)
Survival (1979)
Uprising (1980)
Chances Are (1981)
Confrontation (1983)
Filmes sobre Bob Marley:
Rebel Music: The Bob Marley Story
Time Will Tell
Legend
Caribbean Nights
Live! (at the Rainbow)
Catch a Fire
Spirutual Jorney
Steel Pulse nasceu no ano de 1975, na Inglaterra. Foi quando três jovens do bairro negro de Handsworth, descendentes de imigrantes jamaicanos, resolveram canalizar suas energias e frustrações para a música, formando uma banda que viria se tornar uma das mais queridas e respeitadas entre os regueiros do mundo todo, o Steel Pulse. O trio era formado pelo baixista Ronald McQueen e pelos guitarristas Basil Gabbidon e David Hinds, que descreveu a situação da época: "Havia seguidas confrontações da polícia com os jovens da comunidade. Havia um sistema educacional decadente e uma alta taxa de desemprego, então nós precisavamos de alguma coisa para manter nosso espírito elevado e conscientes do que era feito com os negros enquanto minoria na Inglaterra. Daí nós fomos para a música".
O Steel Pulse foi para a América no rastro da invasão do punk rock no final da década de 70. David Hinds relembra: "Antes de deixar a Inglaterra, nós fomos chamados pela Island. ’Por que vocês querem ir para a América? Ninguém conhece vocês...vocês vão estar perdendo seu tempo’. (...) Nós viemos para os Estados Unidos quase como pobres. Viemos sem saber que todo mundo conhecia o Steel Pulse, estavamos preparados para enfrentar isso. E nosso primeiro show foi num lugar chamado Mud Club, em Manhattan. Nós pensamos ’Yeah, vamos tocar aqui e deve vir um punhado de gente e depois que tocarmos em outros clubes, provavelmente teremos um pequeno retorno’. E o lugar explodiu, man, nós não conseguíamos acreditar". Em 81 o grupo foi a grande atração do Sunsplash, que naquele ano homenageou Bob Marley, falecido pouco antes. O sucesso da apresentação rendeu um contrato com a Elektra, e o disco True Democracy, lançado em 82, foi aclamado pela crítica e pelo público. Foi a consagração e o auge do Steel Pulse como um nome de primeira linha na cena reggae mundial, mas também marcou o fim da formação original e da proposta musical que o grupo vinha seguindo.
Black Roots, grupo de roots reggae inglês, nasceu em 1979 num bairro jamaicano de Brístol, foi formado por oito jovens jamaicanos, que abandonaram o seu país a meio dos anos 60. Os Black Roots registaram o seu primeiro disco em 1980 (um EP de quatro temas), e em apenas seis anos (80-86), realizaram mais de mil concertos no Reino Unido e participaram numa tourneé mundial com UB40. O seu primeiro álbum, “Black Roots”, nasceu no ano de 1983, seguiu-se o segundo passado um ano, “Frontline”; ambos os dois reeditados em 2004 pela label da Makasound sob o nome “On The Frontline”.
Nesta reedição de “In Session”, originalmente composta por 10 temas, foi-lhe acrescentada um aditivo, composto pelos primeiros maxis do grupo; “Bristol Rock “, “The System”, “Chanting for Freedom”, “Confusion”, “The Father” e “ Tribal War”. Este é um conjunto de músicas totalmente inédito e editado pela primeira vez em CD. Mais uma reedição da label Makasound, capaz de fazer crescer água na boca a qualquer um apreciador do mais puro roots reggae.
Israel Vibration é, sem dúvidas, um dos grandes nomes do reggae. Com certeza, um nome digno de respeito e reconhecimento de qualquer um que já pôde conferir o som dos caras. As vibrações positivas que emanam de suas músicas são impecáveis, e vivem por mais de duas décadas. O Israel tem um feitiço musical, conseguindo unir reggae de raiz tradicional com um som hipnotizante e mensagens profundamente espirituais.
Os integrantes da atual dupla, Cecil Spence (Skelly) e Lascelle Bulgin (Wiss) são naturais da Jamaica, e vítimas de poliomielite. Eles se conheceram, quando crianças, no "Centro de Reabilitação Mona", onde foram internados por suas famílias. Aprenderam cedo como sobreviver no mundo, e embora a poliomielite seja uma doença séria, eles nunca deixaram que isso viesse a atrapalhar a criatividade, o desempenho e a força de vontade. Acharam força na fé Rastafari e começaram a compor e cantar canções que expressassem suas convicções espirituais.
O Israel Vibration tem trabalhado muito, por muito tempo com o apoio da gravadora Ras, e continuará, sem dúvida, fazendo o que fazem, redefinindo o termo "Roots Reggae" para o novo milênio.
Gregory Isaacs nasceu em 1950 no bairro de Fletcher's Land, em Kingston. No início dos anos 70 ele iniciou sua vitoriosa carreira solo trabalhando com alguns produtores considerados na Jamaica, como Alvin Ranglin e Rupie Edwards. Mas sua busca por independência o levou a fundar um selo próprio de gravação, o African Museum, também o nome da sua loja e quartel-general. Foi o auge da carreira do Cool Ruler, quando apareceu no clássico filme "Rockers", com direito a uma performance inteira filmada, da música "Slavery Days". O selo próprio não o impediu de gravar com outros destaques da cena musical, como Lee Perry e Sly & Robbie. Com eles Gregory lsaacs realizou algumas das obras-primas que consolidaram sua identificação com o público. Sua enorme popularidade na pátria do reggae só se compara à que alcançou em terras brasileiras, mais precisamente no Maranhão, onde se apresentou ao lado da banda Tribo de JAH em 91.
Os problemas com a polícia e o envolvimento com drogas mais pesadas nos anos 80 deram margem a todo tipo de boato. Gregory conheceu então o pior lado da popularidade: "As pessoas em geral adoram falar mal de quem não conhecem e não conseguem entender. Elas sempre acreditam no mal que lhes contam e duvidam do bem. (...) Quanto às drogas, são as armas mais devastadoras. Foram o maior erro que cometi".
*Os amigos o chamam de Jó e de Saddam Hussein, porque muitas vezes ele lutou só contra o mundo.
Jacob Miller gravou seu primeiro disco pela Coxsone Dodd, intitulado "Love Is A Message" (aka ’Let Me Love You’) em 1968, com apenas 13 anos. A música não foi um hit, e Miller teve que esperar alguns anos para retornar aos estúdios. Em 1974 ele gravou alguns singles de Augustus Pablo, incluindo: "Each One Teach One", "Keep On Knocking", "False Rasta", "Who Say Jah No Dread" e "Baby I Love You So". A maioria eram bem populares no circuito do Reino Unido.
Infelizmente, a Island Records colocou impasses nos créditos e Miller ainda estava com seu brilho ofuscado.
As coisas começaram a mudar quando Jacob Miller torna-se um membro da banda Inner Circle. Em 1976, as batidas Roots evidenciaram em hits como "Tenement Yard" e "Tired Fe Lick Weed In A Bush" (ambas creditadas à Jacob Miller).
As batidas do Roots Rock Reggae, combinadas com o explosivo estágio de Miller, fizeram o Inner Circle despontar como banda TOP no final dos anos 70 na Jamaica. Miller era um homem exuberante, possuído por características peculiares diante dos demais cantores de reggae, e no Inner Circle conseguiu fixar hits inabaláveis na história do Regge, incluindo: "All Night Till Daylight" e "Forward Jah Jah Children". Ele também fez parte, em 1978, de um famoso concerto em Kingston chamado "One Love Peace Concert", onde Bob Marley juntou as mãos com Edward Seaga e Michael Manley, e teve um papel divertindo no maravilhoso longa metragem chamado Rockers, de 1979. Miller morreu em 1980, pouco depois de ter visitado o Brasil ao lado de Bob Marley. Ele tentava dirigir e chupar cana ao mesmo tempo (sério!) quando o carro que dirigia bateu num poste e o vocalista quebrou o pescoço. Depois da morte de Miller, o Inner nunca mais foi o mesmo.
*Jacob Miller faleceu em 1980 em um acidente de carro.
O Third World é um dos grupos que há mais tempo estão na estrada do cenário reaggeiro. É uma das bandas jamaicanas mais destacadas em todos os tempos. Em 30 anos, a trajetória construída pela banda representa um dos pontos mais relevantes para o sucesso e a receptividade do reggae enquanto estilo musical. Está o Third World na alma do reggae music. Em 1969, o tecladista Michael "Ibo" Cooper, juntamente com o guitarrista Stephen "Cat" Coore, se cruzaram com os Lewis Brothers e William Stewart no Inner Circle. Ibo and Cat eram jovens com formação em música clássica e com conhecimento de outras formas musicais, fato esse que fez com que os dois chegassem ao mundo virgem do reggae music como fortes promessas. Um pouco mais tarde, o grupo cresceu com a chegada do percussionista doidão Irvin "Carrot"Jarrett, um cara estilera cujo pai foi baterista de uma das mais populares big bands jamaicanas. Esse cara, só para a galera se ligar, tocou como percussionista com o The Wailers aqui em Curitiba, nos lendários shows do Bavarium. Diga-se de passagem que, quem puder lembrar, o cara quebrou nos tambores e atabaques. Também somou-se ao grupo o vocalista Milton "Prilly" Hamilton. Em 1973, Jarrett, Core, Ibo romperam com o Inner Circle. Foram chamados o baixista Richie Daley e o baterista Carl Barovier. Formou-se o Third World, a quem a lenda Jacob Miller chamou "Worl’ers".

Este excelente trio vocal foi formado com o objetivo de ser reconhecido como um trio profético-visionário e desde o começo da carreira - nos anos 70, o Culture influenciou a luta dos jamaicanos pela busca do objetivo: levantar-se em paz e combater a opressão. À frente do trio está o compositor principal e líder, Joseph Hill que começou sua carreira como cantor solo e guitarrista. O Culture formou-se em 1976 na Paróquia de Santa Catarina, onde Hill nasceu e cresceu. Juntamente com os primos Albert Walker e Roy Sylvester Dayes, formou o seu primeiro grupo, o African Disciples, no mesmo ano. Dayes adotou o nome Kenneth para honrar um velho amigo, Kenneth Richards. Logo após, o trio chamou a atenção do produtor Joe Gibbs que os convidou para uma audição em seu estúdio, onde os três cantaram várias canções. A maioria delas escritas por Hill que tinha começado a compor melodias a partir dos 14 anos de idade. Foi uma sessão poderosa e Gibbs pegou as canções sem assinar um contrato com o grupo. Dentre as músicas incluídas nessa audição, estavam "Get Ready to Ride the Lion to Zion" "Two Sevens Clash", "Calling Rasta For I". Canções essas que mais tarde seriam incluídas nos primeiros dois álbuns do trio, juntamente com "Baldhead Bridge" e "Love Shines Brighter". Eventualmente eles deixaram Gibbs. O primeiro álbum, Two Sevens Clash,
foi lançado no ano seguinte. Pela gravadora, já haviam passado grandes artistas, como Sly Dunbar, Robbie Shakespeare, Bingy Bunny, Bobby Marquis, e outros. Bingy Bunny e Blacka Morewell foram os responsáveis pela mudança do nome (Disciples - Culture). O álbum, foi lançado numa época em que a música reggae encontrava-se em algumas encruzilhadas. Esse foi um dos fatores que fizeram com que surgisse novas direções, e para o Culture, essa direção significou a busca por mensagens políticas mais militantes. Um exemplo disso pode ser notado na faixa título do álbum lançado pela Heartbeat em 1982 - Lion Rock, um verdadeiro chamado aos jamaicanos-africanos para lutarem pelas suas raízes, deixando de lado a cultura imposta pelos colonialistas.
Mas o fato de ser militante não fez do Culture um trio em defesa da violência como forma de mudança. Como compositor principal, Joseph Hill absorve inspiração de muitas coisas. De fatos políticos aos momentos de meditação em ambientes rurais, onde costuma apreciar os sons da natureza. Nessa longa estrada que o Culture vem trilhando, o trio conta com um currículo forte, de muito trabalho ao lado de grandes nomes do reggae music.

Dennis Brown era um dos principais expoentes do reggae. A limpidez de sua voz e beleza de suas canções o fizeram tão ou mais popular na Jamaica quanto figuras-chave do ritmo como Bob Marley e Gregory Isaacs. Nascido na capital da ilha caribenha em 1º de fevereiro de 1957, Dennis Emanuel Brown pertencia `a segunda geração do gênero, que começou a cantar quando o ska já não estava mais presente no cenário musical e um novo estilo tomava conta das paradas: o reggae.
Como Gregory Isaacs e outros astros do roots, ele aderiu sem problemas aos novos ritmos do dancehall e produziu alguns dos melhores representantes deste estilo, pelo menos três deles em parceria com seu grande amigo Gregory: "Judge Not", "No Contest" e "Blood Brothers", este lançado no Brasil. Recentemente o príncipe voltou `as raizes e produziu álbuns que retomam o seu antigo estilo, mas se aproveitando das facilidades tecnológicas, como "Cosmic Force" e "Milk and Honey" (tambem lançado por aqui, desta vez pela gravadora Top Tape, que ainda lançou uma coletanea dele na série "Reggae Greats"). Recentemente a gravadora VP R\também lançou a coletânea "Love and Hate"(foto), que cobre boa parte da carreira de Dennis Brown.
Quando se pensa no Black Uhuru, o nome de Derrick 'Duckie' Simpson (foto ao lado, tirada durante o seu show em Curitiba, em 95), aparece como o de um coadjuvante, mas na verdade ele sempre foi o pilar de sustentação do grupo. Duckie fundou o famoso trio vocal e participou de todas as suas seis formações ao longo de quase 20 anos. Em seu quarto de hotel em Curitiba ele contou ao Massive Reggae como tudo começou. Ele morava em Trenchtown, favela de Kingston, e sempre batia uma bola com seus vizinhos Bob Marley, Peter Tosh e Pipe (dos Wailing Souls). Duckie também queria montar o seu grupo e convidou Don Carlos e Garth Dennis para fundar o Black Uhuru. Essa união gerou apenas dois compactos mas selou uma amizade que depois os colocaria novamente juntos.
Ironicamente, o Black Uhuru é respeitado em todo o mundo como um dos principais grupos da história do reggae, mas é praticamente ignorado hoje na Jamaica. No Brasil eles são sempre citados como uma grande influência por bandas como os Paralamas, O Rappa, Cidade Negra e outras, como as de Curitiba que estão aparecendo agora. Só podemos torcer para que a aventura do Black Uhuru não termine tão cedo e que ele continue a apresentar nos palcos os seus diários de viagem, pois o seu som e a sua mensagem consciente continuam a entusiasmar o público e a gerar seguidores .
Alpha Blondy (nascido em Seydou Koné em 1 de janeiro de 1953 em Dimbokro, Costa do Marfim) é um cantor de reggae. É muito popular na África ocidental. Tem cantado com o grupo The Wailers. Estudou Inglês no Hunter College em Nova York, e posteriormente no programa de Idioma Americano (American Language Program) da Universidade de Columbia.
Canta principalmente em Dioula, Francês e Inglês, más também ocasionalmente em Árabe ou Hebreo. As letras de suas canções expressam fortemente atitude e humor relacionados com a política. Inventou a palavra "democrature" (a qual se traduz como "democratura", combinação de democracia e ditadura) Para qualificar alguns governos Africanos.
Algumas de suas canções mais conhecidas são:
"Apartheid is Nazism"
"Banana"
"Brigadier Sabary"
"Guerre Civile"
"Jah Rasta"
"Jerusalem"
"Journalistes en danger"
"Multipartisme"
"Politiqui"
"Sweet Fanta Dialo"
"Yitzhak Rabin"