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Black Roots

erick_luisi-1 — 14-12-2007 GTM 1 @ 16:57

black-roots.jpgBlack Roots, grupo de roots reggae inglês, nasceu em 1979 num bairro jamaicano de Brístol, foi formado por oito jovens jamaicanos, que abandonaram o seu país a meio dos anos 60. Os Black Roots registaram o seu primeiro disco em 1980 (um EP de quatro temas), e em apenas seis anos (80-86), realizaram mais de mil concertos no Reino Unido e participaram numa tourneé mundial com UB40. O seu primeiro álbum, “Black Roots”, nasceu no ano de 1983, seguiu-se o segundo passado um ano, “Frontline”; ambos os dois reeditados em 2004 pela label da Makasound sob o nome “On The Frontline”.
Nesta reedição de “In Session”, originalmente composta por 10 temas, foi-lhe acrescentada um aditivo, composto pelos primeiros maxis do grupo; “Bristol Rock “, “The System”, “Chanting for Freedom”, “Confusion”, “The Father” e “ Tribal War”. Este é um conjunto de músicas totalmente inédito e editado pela primeira vez em CD. Mais uma reedição da label
Makasound, capaz de fazer crescer água na boca a qualquer um apreciador do mais puro roots reggae.

Israel Vibration

erick_luisi-1 — 14-12-2007 GTM 1 @ 16:44

israel-vibration.jpgIsrael Vibration é, sem dúvidas, um dos grandes nomes do reggae. Com certeza, um nome digno de respeito e reconhecimento de qualquer um que já pôde conferir o som dos caras. As vibrações positivas que emanam de suas músicas são impecáveis, e vivem por mais de duas décadas. O Israel tem um feitiço musical, conseguindo unir reggae de raiz tradicional com um som hipnotizante e mensagens profundamente espirituais.

Os integrantes da atual dupla, Cecil Spence (Skelly) e Lascelle Bulgin (Wiss) são naturais da Jamaica, e vítimas de poliomielite. Eles se conheceram, quando crianças, no "Centro de Reabilitação Mona", onde foram internados por suas famílias. Aprenderam cedo como sobreviver no mundo, e embora a poliomielite seja uma doença séria, eles nunca deixaram que isso viesse a atrapalhar a criatividade, o desempenho e a força de vontade. Acharam força na fé Rastafari e começaram a compor e cantar canções que expressassem suas convicções espirituais.

O Israel Vibration tem trabalhado muito, por muito tempo com o apoio da gravadora Ras, e continuará, sem dúvida, fazendo o que fazem, redefinindo o termo "Roots Reggae" para o novo milênio.

 

Gregory Isaac

erick_luisi-1 — 14-12-2007 GTM 1 @ 16:32

gregory.jpgGregory Isaacs nasceu em 1950 no bairro de Fletcher's Land, em Kingston. No início dos anos 70 ele iniciou sua vitoriosa carreira solo trabalhando com alguns produtores considerados na Jamaica, como Alvin Ranglin e Rupie Edwards. Mas sua busca por independência o levou a fundar um selo próprio de gravação, o African Museum, também o nome da sua loja e quartel-general. Foi o auge da carreira do Cool Ruler, quando apareceu no clássico filme "Rockers", com direito a uma performance inteira filmada, da música "Slavery Days". O selo próprio não o impediu de gravar com outros destaques da cena musical, como Lee Perry e Sly & Robbie. Com eles Gregory lsaacs realizou algumas das obras-primas que consolidaram sua identificação com o público. Sua enorme popularidade na pátria do reggae só se compara à que alcançou em terras brasileiras, mais precisamente no Maranhão, onde se apresentou ao lado da banda Tribo de JAH em 91.

Os problemas com a polícia e o envolvimento com drogas mais pesadas nos anos 80 deram margem a todo tipo de boato. Gregory conheceu então o pior lado da popularidade: "As pessoas em geral adoram falar mal de quem não conhecem e não conseguem entender. Elas sempre acreditam no mal que lhes contam e duvidam do bem. (...) Quanto às drogas, são as armas mais devastadoras. Foram o maior erro que cometi".

*Os amigos o chamam de Jó e de Saddam Hussein, porque muitas vezes ele lutou só contra o mundo.

Jacob Miller

erick_luisi-1 — 14-12-2007 GTM 1 @ 16:24

jacob-miller.jpgJacob Miller gravou seu primeiro disco pela Coxsone Dodd, intitulado "Love Is A Message" (aka ’Let Me Love You’) em 1968, com apenas 13 anos. A música não foi um hit, e Miller teve que esperar alguns anos para retornar aos estúdios. Em 1974 ele gravou alguns singles de Augustus Pablo, incluindo: "Each One Teach One", "Keep On Knocking", "False Rasta", "Who Say Jah No Dread" e "Baby I Love You So". A maioria eram bem populares no circuito do Reino Unido.
Infelizmente, a Island Records colocou impasses nos créditos e Miller ainda estava com seu brilho ofuscado.
As coisas começaram a mudar quando Jacob Miller torna-se um membro da banda Inner Circle. Em 1976, as batidas Roots evidenciaram em hits como "Tenement Yard" e "Tired Fe Lick Weed In A Bush" (ambas creditadas à Jacob Miller).
As batidas do Roots Rock Reggae, combinadas com o explosivo estágio de Miller, fizeram o Inner Circle despontar como banda TOP no final dos anos 70 na Jamaica. Miller era um homem exuberante, possuído por características peculiares diante dos demais cantores de reggae, e no Inner Circle conseguiu fixar hits inabaláveis na história do Regge, incluindo: "All Night Till Daylight" e "Forward Jah Jah Children". Ele também fez parte, em 1978, de um famoso concerto em Kingston chamado "One Love Peace Concert", onde Bob Marley juntou as mãos com Edward Seaga e Michael Manley, e teve um papel divertindo no maravilhoso longa metragem chamado Rockers, de 1979. Miller morreu em 1980, pouco depois de ter visitado o Brasil ao lado de Bob Marley. Ele tentava dirigir e chupar cana ao mesmo tempo (sério!) quando o carro que dirigia bateu num poste e o vocalista quebrou o pescoço. Depois da morte de Miller, o Inner nunca mais foi o mesmo.

*Jacob Miller faleceu em 1980 em um acidente de carro.

Third World

erick_luisi-1 — 14-12-2007 GTM 1 @ 16:18

thirdw21.jpgO Third World é um dos grupos que há mais tempo estão na estrada do cenário reaggeiro. É uma das bandas jamaicanas mais destacadas em todos os tempos. Em 30 anos, a trajetória construída pela banda representa um dos pontos mais relevantes para o sucesso e a receptividade do reggae enquanto estilo musical. Está o Third World na alma do reggae music. Em 1969, o tecladista Michael "Ibo" Cooper, juntamente com o guitarrista Stephen "Cat" Coore, se cruzaram com os Lewis Brothers e William Stewart no Inner Circle. Ibo and Cat eram jovens com formação em música clássica e com conhecimento de outras formas musicais, fato esse que fez com que os dois chegassem ao mundo virgem do reggae music como fortes promessas. Um pouco mais tarde, o grupo cresceu com a chegada do percussionista doidão Irvin "Carrot"Jarrett, um cara estilera cujo pai foi baterista de uma das mais populares big bands jamaicanas. Esse cara, só para a galera se ligar, tocou como percussionista com o The Wailers aqui em Curitiba, nos lendários shows do Bavarium. Diga-se de passagem que, quem puder lembrar, o cara quebrou nos tambores e atabaques. Também somou-se ao grupo o vocalista Milton "Prilly" Hamilton. Em 1973, Jarrett, Core, Ibo romperam com o Inner Circle. Foram chamados o baixista Richie Daley e o baterista Carl Barovier. Formou-se o Third World, a quem a lenda Jacob Miller chamou "Worl’ers".

Culture

erick_luisi-1 — 14-12-2007 GTM 1 @ 16:07

culture1.jpgculture.jpgEste excelente trio vocal foi formado com o objetivo de ser reconhecido como um trio profético-visionário e desde o começo da carreira - nos anos 70, o Culture influenciou a luta dos jamaicanos pela busca do objetivo: levantar-se em paz e combater a opressão. À frente do trio está o compositor principal e líder, Joseph Hill que começou sua carreira como cantor solo e guitarrista. O Culture formou-se em 1976 na Paróquia de Santa Catarina, onde Hill nasceu e cresceu. Juntamente com os primos Albert Walker e Roy Sylvester Dayes, formou o seu primeiro grupo, o African Disciples, no mesmo ano. Dayes adotou o nome Kenneth para honrar um velho amigo, Kenneth Richards. Logo após, o trio chamou a atenção do produtor Joe Gibbs que os convidou para uma audição em seu estúdio, onde os três cantaram várias canções. A maioria delas escritas por Hill que tinha começado a compor melodias a partir dos 14 anos de idade. Foi uma sessão poderosa e Gibbs pegou as canções sem assinar um contrato com o grupo. Dentre as músicas incluídas nessa audição, estavam "Get Ready to Ride the Lion to Zion" "Two Sevens Clash", "Calling Rasta For I". Canções essas que mais tarde seriam incluídas nos primeiros dois álbuns do trio, juntamente com "Baldhead Bridge" e "Love Shines Brighter". Eventualmente eles deixaram Gibbs. O primeiro álbum, Two Sevens Clash,
foi lançado no ano seguinte. Pela gravadora, já haviam passado grandes artistas, como Sly Dunbar, Robbie Shakespeare, Bingy Bunny, Bobby Marquis, e outros. Bingy Bunny e Blacka Morewell foram os responsáveis pela mudança do nome (Disciples - Culture). O álbum, foi lançado numa época em que a música reggae encontrava-se em algumas encruzilhadas. Esse foi um dos fatores que fizeram com que surgisse novas direções, e para o Culture, essa direção significou a busca por mensagens políticas mais militantes. Um exemplo disso pode ser notado na faixa título do álbum lançado pela Heartbeat em 1982 - Lion Rock, um verdadeiro chamado aos jamaicanos-africanos para lutarem pelas suas raízes, deixando de lado a cultura imposta pelos colonialistas.
Mas o fato de ser militante não fez do Culture um trio em defesa da violência como forma de mudança. Como compositor principal, Joseph Hill absorve inspiração de muitas coisas. De fatos políticos aos momentos de meditação em ambientes rurais, onde costuma apreciar os sons da natureza. Nessa longa estrada que o Culture vem trilhando, o trio conta com um currículo forte, de muito trabalho ao lado de grandes nomes do reggae music.

Dennis Brown

erick_luisi-1 — 14-12-2007 GTM 1 @ 16:00

dennis-brown1.jpgdennis-brown.jpgDennis Brown era um dos principais expoentes do reggae. A limpidez de sua voz e beleza de suas canções o fizeram tão ou mais popular na Jamaica quanto figuras-chave do ritmo como Bob Marley e Gregory Isaacs. Nascido na capital da ilha caribenha em 1º de fevereiro de 1957, Dennis Emanuel Brown pertencia `a segunda geração do gênero, que começou a cantar quando o ska já não estava mais presente no cenário musical e um novo estilo tomava conta das paradas: o reggae.

Como Gregory Isaacs e outros astros do roots, ele aderiu sem problemas aos novos ritmos do dancehall e produziu alguns dos melhores representantes deste estilo, pelo menos três deles em parceria com seu grande amigo Gregory: "Judge Not", "No Contest" e "Blood Brothers", este lançado no Brasil. Recentemente o príncipe voltou `as raizes e produziu álbuns que retomam o seu antigo estilo, mas se aproveitando das facilidades tecnológicas, como "Cosmic Force" e "Milk and Honey" (tambem lançado por aqui, desta vez pela gravadora Top Tape, que ainda lançou uma coletanea dele na série "Reggae Greats"). Recentemente a gravadora VP R\também lançou a coletânea "Love and Hate"(foto), que cobre boa parte da carreira de Dennis Brown.

Black Uhuru

erick_luisi-1 — 14-12-2007 GTM 1 @ 15:22

black-uhuru.jpgQuando se pensa no Black Uhuru, o nome de Derrick 'Duckie' Simpson (foto ao lado, tirada durante o seu show em Curitiba, em 95), aparece como o de um coadjuvante, mas na verdade ele sempre foi o pilar de sustentação do grupo. Duckie fundou o famoso trio vocal e participou de todas as suas seis formações ao longo de quase 20 anos. Em seu quarto de hotel em Curitiba ele contou ao Massive Reggae como tudo começou. Ele morava em Trenchtown, favela de Kingston, e sempre batia uma bola com seus vizinhos Bob Marley, Peter Tosh e Pipe (dos Wailing Souls). Duckie também queria montar o seu grupo e convidou Don Carlos e Garth Dennis para fundar o Black Uhuru. Essa união gerou apenas dois compactos mas selou uma amizade que depois os colocaria novamente juntos.

  Ironicamente, o Black Uhuru é respeitado em todo o mundo como um dos principais grupos da história do reggae, mas é praticamente ignorado hoje na Jamaica. No Brasil eles são sempre citados como uma grande influência por bandas como os Paralamas, O Rappa, Cidade Negra e outras, como as de Curitiba que estão aparecendo agora. Só podemos torcer para que a aventura do Black Uhuru não termine tão cedo e que ele continue a apresentar nos palcos os seus diários de viagem, pois o seu som e a sua mensagem consciente continuam a entusiasmar o público e a gerar seguidores .



Alpha Blondy

erick_luisi-1 — 13-12-2007 GTM 1 @ 11:46

alpha-blondy.jpgAlpha Blondy (nascido em Seydou Koné em 1 de janeiro de 1953 em Dimbokro, Costa do Marfim) é um cantor de reggae. É muito popular na África ocidental. Tem cantado com o grupo The Wailers. Estudou Inglês no Hunter College em Nova York, e posteriormente no programa de Idioma Americano (American Language Program) da Universidade de Columbia.

Canta principalmente em Dioula, Francês e Inglês, más também ocasionalmente em Árabe ou Hebreo. As letras de suas canções expressam fortemente atitude e humor relacionados com a política. Inventou a palavra "democrature" (a qual se traduz como "democratura", combinação de democracia e ditadura) Para qualificar alguns governos Africanos.

Algumas de suas canções mais conhecidas são:

"Apartheid is Nazism"
"Banana"
"Brigadier Sabary"
"Guerre Civile"
"Jah Rasta"
"Jerusalem"
"Journalistes en danger"
"Multipartisme"
"Politiqui"
"Sweet Fanta Dialo"
"Yitzhak Rabin"